quarta-feira, 17 de março de 2010

Capítulo III

Durante toda a viagem, o menino do qual eu ainda não descobrira o nome, dormiu. Não vi ninguém ter tanto sono. Depois de incansáveis horas, chegamos ao tão esperado CARIBE!
Descemos e logo agência nos levou ao hotel. Estava tudo preparado, e eu teria um quarto só pra mim!
Maravilha.
Após algumas horas de sono, notei que estava faminta. Como papai havia dado carta branca em relação aos pedidos de comida para o restaurante do hotel, resolvi descer e fazer uma boquinha, eu só não esperava encontrar o idiota do filho do sócio do meu pai. Ele me fitou por alguns segundos e deu uma enorme mordida em seu maior ainda ,sanduíche. Fiz questão de ignora-lo, a única coisa que eu não queria era ter intimidade com esse menino. Ele fora completamente idiota comigo no aeroporto, e não ia mais ter ,sequer, minha simpatia.
Meu pedido logo chegou e tratei de come-lo, o menino se aproximou e ficou me fitando.
_ Perdeu alguma coisa?
_ Você é sempre tão simpática? – Respondeu com um sorriso irônico no rosto.
_Claro que não – abri o sorriso tão irônico quando o dele. _ Só pra quem é um amor, assim como você.
_Juro! Fiquei muito comovido agora. – ele colocou a mão sob o peito.
_Que bom! – Voltei a ignora-lo
_A propósito – ele sentou no banco ao lado do meu – sou Felipe.
_Legal. – o fitei por alguns segundos, voltando minha atenção para o copo de suco. – Sou Manoela.
_Vou dormir, estou morrendo de sono! – ele bocejou e esticou os abraços, espreguiçando.
_Você sabe fazer outra coisa além de dormir? – peguei o último pedaço do sanduíche.
_Claro que sei. – ele levantou do banco. _ E se eu fizesse metade do que eu sei, você sem dúvidas iria se apaixonar por mim.
Soltei uma longa gargalhada.
Eu mereço!
Andamos até o elevador, que logo chegou. Durante um certo espaço de tempo, não trocamos nenhum tipo de palavra, gestos, nem olhar. Até ele ter a infeliz idéia de conversar. A última coisa que eu queria era virar amiga desse sujeito.
_você tem quantos anos? – ele me fitou.
_16. – dei de costas saindo do elevador.
_nossa! – ele me olhava incrédulo.
_ Que foi? – eu parei na porta do meu quarto.
_Não parece que você tem apenas 16 anos. – ele ainda estava com aquela cara de abobado.
Simplesmente o ignorei e abri a porta do quarto.
_Boa noite! – murmurei abrindo a porta.
_Já vai entrar?
Não pude ouvir o resto de sua frase, eu já havia fechado a porta.

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